Divinópolis é a 8ª cidade mineira em sobrevivência de pequenos negócios

A cidade histórica de Ouro Preto é o município com a maior taxa de sobrevivência de micro e pequenas empresas do país. De cada 100 empresas da cidade, 86 permaneceram no mercado após os dois primeiros anos de existência.

Isso é o que mostra o estudo “Sobrevivência das empresas no Brasil”, que foi realizado pelo Sebrae com empresas criadas em 2012 e que se mantiveram no mercado até 2014. De acordo com o levantamento, Minas Gerais registrou 77,4% de sobrevivência e está entre os estados que apresentaram taxas maiores que a média nacional (76,6%).

Divinópolis aparece no ranking na oitava posição. Das 2.107 empresas criadas na cidade, a taxa de sobrevivência foi de 81,3%. A cidade foi a melhor colocada entre os municípios do Centro-Oeste. Nova Serrana é a próxima a parecer na lista com cidades que tiveram 500 ou mais empresas abertas em 2012. Em Nova Serrana, que ficou 13º lugar, o índice foi de 79,8%. Formiga registrou uma taxa de 78,4%.

Os fatores que contribuem para o fechamento das empresas no mercado são diversos. O estudo destaca que, antes da abertura do negócio, uma proporção maior de empreendedores que encerraram as atividades estavam desempregados, possuíam pouca experiência no ramo, abriram a empresa por necessidade, não planejaram ou tiveram menos tempo para planejar a empresa.

Após a abertura do negócio, tiveram dificuldades gerenciais, não conseguiram empréstimos em bancos, não aperfeiçoaram seus produtos/serviços, nem investiram na capacitação da mão-de-obra, inovando menos e deixando de lado o acompanhamento rigoroso de receitas e despesas.

A pesquisa mostra ainda que a taxa de sobrevivência dos pequenos negócios mineiros vem crescendo ano a ano. Das empresas constituídas em 2008, 59,5% sobreviveram nos 2 primeiros anos. Daquelas que iniciaram a atividade em 2009 e 2010, 60,1% e 77,2%, respectivamente, estavam em atividade nos 2 anos seguintes. A partir daí, houve uma estagnação do aumento da taxa de sobrevivência das empresas de 77,3% em 2011 e de 77,4% em 2012.