Governo de Minas envia nova proposta à ALMG e reajuste salarial dos servidores sobe para 4,62%

Nova proposta eleva em um ponto percentual o reajuste inicial; anúncio acontece após protestos contra os 3,62%

O Governo de Minas anunciou que enviou nesta terça-feira (4), uma emenda ao projeto de lei que tramita na Assembleia Legislativa de Minas Gerais e prevê o reajuste salarial dos servidores públicos estaduais. O anúncio foi feito em um vídeo do governador Romeu Zema (Novo) ao lado da secretária de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag), Luísa Barreto. O novo texto prevê um aumento de 4,62% no vencimento de todo o funcionalismo público mineiro, o que corresponde à inflação do país no ano anterior, medida pelo IPCA. O pagamento será retroativo a janeiro de 2024.

O anúncio veio após pressão dos servidores e vários protestos, pela proposta anterior, de 3,62%.

A busca por uma recomposição maior teve contribuição da Asssembleia Legislativa, com o presidente da Casa, Tadeu Martins Leite, e o líder do governo, Deputado João Magalhães.

A secretária de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag), Luísa Barreto, citou a organização do governo para viabilizar a realização do reajuste sem comprometer os serviços prestados pelo estado. “Esse índice foi alcançado graças à nossa capacidade de gestão e planejamento, pois, a partir de muito trabalho na análise dos números e remanejamentos, conseguimos buscar uma solução para aumentar o índice sem comprometer o financiamento dos serviços prestados aos mineiros”, diz.

No entanto, o governador alertou que, mesmo com todos os esforços para o reajuste dos servidores e os avanços obtidos nos últimos anos, a situação financeira do Estado continua delicada e que a renegociação da dívida com a União é uma das questões prioritárias a serem solucionadas. “Governos anteriores fizeram empréstimos com juros exorbitantes cobrados pelo Governo Federal, que hoje sufocam a atual gestão. Além disso, ainda estamos acima do limite máximo de gasto com pessoal permitido pela Lei de Responsabilidade Fiscal, o que também nos impõe uma série de limitações”, explica o governador.