Iepha vai reconhecer as violas de Minas como patrimônio cultural

O Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha-MG) dá início, em 2017, o Projeto “Violas: modos de fazer e tocar em Minas” que consiste na realização de estudos para o reconhecimento das Violas, seus modos de fazer e de tocar, como patrimônio cultural imaterial do estado.

O objetivo do estudo é identificar onde estão presentes os tocadores e os fazedores de viola no estado, mapear as especificidades regionais do fazer e tocar a viola em Minas, bem como compreender as relações do instrumento com as vivências coletivas, religiosas e místicas dos mineiros.

Para a realização da pesquisa, o Iepha contará com a colaboração de violeiros e pesquisadores da viola que, no primeiro semestre de 2017, irão se reunir para um seminário organizado pelo Instituto. Além disso, será realizado um mapeamento dos construtores e tocadores de viola por meio de cadastro on-line a ser disponibilizado no site do Iepha.

O Instituto também promoverá alguns encontros regionais com violeiros, construtores e agentes culturais a fim de identificar as diferentes realidades presentes no estado para construir coletivamente  de maneira participativa, as ações de salvaguarda relacionadas ao fazer e ao tocar a viola em Minas.

Ao final, o estudo será apresentado ao Conselho Estadual de Patrimônio Cultural – Conep para solicitar o reconhecimento dos modos de fazer e tocar a viola como patrimônio imaterial de Minas Gerais.

O costume de fazer e tocar a viola está presente em grande parte do território mineiro e dialoga com muitas outras práticas tradicionais, como as folias, congadas e demais festejos populares. Nas comunidades rurais, a música assume o papel de elemento mediador das relações sociais. Já nas celebrações religiosas, atua como fio condutor de todo o ritual.  Em festas profanas, nos momentos de colheitas ou trabalhos em mutirão, o som da viola  determina o ritmo das atividades.  A viola é um dos elementos estruturantes da identidade mineira e uma das principais porta-vozes da nossa cultura interiorana.

Fonte: Secretaria de Estado de Cultura