Preso um dos maiores traficantes de Minas; droga era jogada na região de Divinópolis

38 tabletes de pasta base de cocaína foram apreendidos (Foto: Polícia Civil)

Após três meses de investigação, a Polícia Civil de Minas Gerais, realizou na noite desta terça-feira (21), a operação “Presidente”.

Durante a ação, foram presos Sildicley Silva Acacio Machado, 33 anos, conhecido como “Presidente”; Jason Carlos Silva Losada, de 38, o “Baxada”, e Lucas Elias Ferreira da Silva, o “LK”, de 23 anos. Eles são suspeitos de integrar uma quadrilha especializada em tráfico de drogas.

Também foram apreendidos 38 tabletes de pasta base de cocaína, diversas porções de crack e cocaína, insumos para preparo de crack e cocaína, um Corolla, um Fiat Punto, uma Fiat Strada, uma máquina de contar dinheiro e uma prensa.

De acordo com as investigações, Sildicley era o chefe da organização criminosa, e em sua residência funcionava um laboratório para realização do preparo da droga. Ele possuía em seu desfavor três mandados de prisão, sendo dois por condenação do crime de tráfico de drogas e um por prisão preventiva pelo mesmo crime. Na hora da abordagem, o suspeito tentou fugir e, durante a evasão, colidiu com diversos veículos, parando apenas diante da impossibilidade de prosseguir.

As apurações mostraram também que LK e Baxada eram responsáveis pela distribuição e compra da droga. Os dois foram presos em Belo Horizonte e Contagem, respectivamente.

De acordo com o delegado João Marcos de Andrade Prata, responsável pelas investigações, a droga vinha da Bolívia e era entregue na região Centro-Oeste de Minas Gerais. “A droga era trazida de avião e jogada nas regiões de Itaúna e Divinópolis. O avião não pousava”, destacou.

“O suspeito nos contou que ele vendia cerca de 50 quilos da droga a cada 15 dias e que no período do carnaval ele lucraria cerca de R$8 milhões com o material que apreendemos. Acreditamos que prendemos um dos maiores líderes do tráfico de Minas Gerais, o que foi um grande golpe para a organização”, acrescentou.

As investigações, conduzidas pelo Departamento Estadual de Operações Especiais (Deoesp), continuam no intuito de identificar outros integrantes da quadrilha.