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Vacinação contra a Covid-19 deve começar na próxima terça-feira no Brasil




O Ministério da Saúde planeja o “dia D e hora H”, ou seja, o começo da vacinação contra a covid-19 no País em um evento no Palácio do Planalto, apesar de o próprio presidente Jair Bolsonaro afirmar que não pretende ser imunizado. A ideia é realizar a primeira imunização no País na próxima terça-feira, 19, data em que governadores devem estar em Brasília para participar de reunião com o ministro Eduardo Pazuello.

“Brasil imunizado, somos uma só nação”, é o slogan planejado para a cerimônia, que ainda não foi confirmada. A proposta é vacinar uma pessoa idosa e um profissional de saúde. O Palácio do Planalto afirma que ainda não há cerimônia prevista, mas o assunto está em discussão no Ministério da Saúde, com o aval do ministro Pazuello.

O evento também tem como objetivo evitar que o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), seja protagonista na primeira foto de alguém sendo vacinado no País. O início da imunização tornou-se uma queda de braço entre Bolsonaro e o tucano, que há mais de um mês anunciou o início da imunização em seu Estado no dia 25 de janeiro. A definição de uma data pressionou o governo federal a correr para não ficar para trás e tentar evitar que Doria, adversário político de Bolsonaro, lucre politicamente com o episódio.

Apesar de ainda não ter batido o martelo sobre uma data para a vacinação em todo o País, Pazuello tem dito que, na melhor hipótese, começa em 20 de janeiro. Para isso, a expectativa é que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprove no domingo, 17, o uso emergencial das vacinas que serão entregues no Brasil pela Fiocruz (o modelo de Oxford/AstraZeneca) e do Instituto Butantã (Coronavac). Em evento em Manaus na segunda-feira, 11, porém, o ministro afirmou que a data será “no dia D e hora H”, frase que virou motivo de piada nas redes sociais.

A ideia do ministério é ter pelo menos 8 milhões de doses disponíveis ainda no fim de janeiro para a vacinação, sendo 2 milhões de Oxford/AstraZeneca, que estão sendo importadas da Índia, e 6 milhões da Coronavac, já armazenadas pelo Butantã. No total, Pazuello afirma que o País terá 354 milhões de doses em 2021, sendo que a imunização exige duas aplicações.

O governo federal requisitou mais 30 milhões de seringas e agulhas para fabricantes. Somadas às 30 milhões já pedidas no início do mês, as seringas requisitadas pelo governo às indústrias do setor agora somam 60 milhões, destinadas à vacinação contra a covid-19. A informação é da Associação Brasileira de Artigos e Equipamentos Médicos, Odontológicos, Hospitalares e de Laboratórios. A requisição administrativa é um instrumento previsto na Constituição por meio do qual o poder público pode usar temporariamente bens privados em caso de “iminente perigo público”. Pela regra, o governo deve assegurar indenização, “se houver dano”.


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